sábado, 11 de fevereiro de 2023

Carta do Campo Socialista


CAMPO SOCIALISTA DO PSOL: uma necessidade na defesa do PSOL, com independência política e enraizado na luta de classes.


    O Brasil vive um grave momento histórico, após o resultado nas urnas que elegeu Lula presidente e derrotou Bolsonaro. Mas o “ovo da serpente” foi chocado e seus(suas) seguidores(as) fanáticos(as) continuam com a política de ódio à classe trabalhadora. A rede de comunicação, com base em fake news, mantém adeptos fiéis ao “mito”, que buscou “asilo” na Flórida antes do ato golpista de 8 de janeiro, numa violência simbólica não registrada nem durante a ditadura militar.


    Esse ataque contra as liberdades democráticas encontrou apoio em oficiais das forças armadas, em parlamentares bolsonaristas, em empresários comprometidos com o agronegócio, grilagem de terra, garimpo, desmatamento da Amazônia e com ataque genocida aos povos indígenas aldeados e a linha negacionista bolsonarista, que constituem a extrema-direita no Brasil.


    Jogamos todas nossas energias militantes na campanha para a Eleição de Lula com materiais elaborados a partir do nosso programa construído coletivamente na campanha “Glauber Federal”, demarcando nossa independência política. Entendemos que a Frente Amplíssima constituída durante a campanha não é capaz de atender às demandas do Povo, visto que parte dos seus integrantes compõe a burguesia.

 

    A principal tarefa do PSOL nessa nova conjuntura é construir um polo aglutinador de forças que vai lutar contra os ataques da extrema-direita bolsonarista, a unidade insólita entre neofascismo e neoliberalismo, as “reformas” neoliberais, e na defesa das políticas adotadas pelo governo que visem garantir os direitos de trabalhadoras e trabalhadores. Para isso, é necessário que o partido não esteja capturado pelos cargos dos novos Governos de conciliação de classes, incluindo os estaduais. 


    Sem adotarmos uma posição sectária, continuaremos defendendo o que chamamos de "Revogaço", expresso em nosso programa, dentre outras medidas necessárias para atender aos legítimos anseios da população, demarcando nossa independência política e enfrentando as medidas que representem supressão de direitos ou que criem ilusões e estímulo à lógica destrutiva do sistema capitalista.

 

NOSSA DISPUTA NO INTERIOR DO PSOL

    Como sabemos, o PSOL ainda não encerrou o debate sobre participar ou não do governo, pois não é consenso no partido essa posição. Em especial, dois grupos (Revolução Solidária e Primavera) que compõem a direção partidária são favoráveis à composição plena no governo Lula e essa disputa estará presente no próximo congresso do partido. Enquanto algumas organizações do campo Semente dizem não ser favoráveis à entrada total, estão até esse momento lado a lado nas decisões majoritárias do partido, inclusive formando um campo chamado PTL (PSOL de Todas as Lutas).

 

Aqui no Rio de Janeiro, várias organizações políticas que atuam no Psol, movimentos sociais e militantes independentes defenderam a reeleição de Glauber e constituíram uma aproximação em torno da defesa de independência do PSOL, da necessidade da construção do partido pela base, com políticas também para o interior do estado, defendendo o fortalecimento dos núcleos e reafirmando que não abdicamos da defesa do Socialismo.

 

Nesse sentido, urge a conformação desse "Campo Socialista" no PSOL, iniciando pelo Rio de Janeiro, mas já em debate nos demais estados. Estamos abertos ao diálogo e às contribuições visando a luta pela independência do PSOL, com toda a nossa militância, destacando abaixo os pontos centrais debatidos e pré-estabelecidos, consensualmente, em outras reuniões:


Pontos de partida:

1. Defendemos a independência política do PSOL;

2. Defenderemos o Governo Lula frente/contra qualquer ataque da extrema-direita;

3. Garantiremos a defesa intransigente dos direitos da classe trabalhadora diante de qualquer ataque;

4. Atuaremos pela revogação de todas as medidas de retiradas de direitos e de desmonte do Estado efetuadas pelos governos anteriores, em particular a Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência, as privatizações, dentre outras implementadas segundo a cartilha neoliberal;

5. Reafirmamos os pontos que consideramos essenciais a serem incluídos na Reforma Tributária que vem sendo anunciada pelo governo, tais como a progressividade do imposto, o fim da isenção sobre lucros e dividendos, além da taxação do patrimônio, da renda e das grandes fortunas;

6. Atuaremos em defesa da responsabilização de Bolsonaro e seus aliados pelas atrocidades por eles praticadas. Nesse sentido, nos somamos ao chamado da campanha “SEM ANISTIA”, mantendo a mobilização nas ruas. Essa apuração precisa chegar aos que financiaram, aos mentores e aos que continuam pregando o golpe de extrema-direita;

7. No que se refere à questão militar, é fundamental para a nossa luta por transformações estruturais na sociedade que seja elaborada uma PEC com o objetivo de alterar o Artigo 142 da Constituição Federal, de maneira a jogar por terra toda e qualquer interpretação golpista do mesmo;

8. Dedicaremos esforços para o fortalecimento do PSOL no interior do estado do Rio de Janeiro, fomentando o estudo sistemático e organizado no processo de formação política, participando das atividades nas praças e comunidades, visando dialogar com a população e contribuir com agendas locais e integração dos Diretórios Municipais;

9. Tendo como ponto de partida os eixos da pré-candidatura Glauber presidente e o Programa Glauber Federal, assumimos o compromisso de promover um substancial debate programático, no sentido de ampliarmos a compreensão da nossa linha política, bem como incorporarmos alguma temática que seja fruto desse debate nas reuniões que precisam acontecer em todos os municípios e regiões;

10. Nossas plenárias mensais acontecerão em regiões diferentes visando atender ao conjunto da militância distribuída nesse estado. Realizamos a primeira em novembro/22 em Nova Friburgo, em fevereiro no Rio de Janeiro e no mês de março estamos propondo no norte/noroeste fluminense;

11. Atuaremos na campanha diferenciada de filiação ao PSOL a partir de debates prévios que expressem os princípios do Partido Socialismo e Liberdade e seu papel no enfrentamento à extrema-direita, elaborando um calendário coletivo para dar conta dessa tarefa política;

12. Investiremos em comunicação no sentido de divulgar todos os pontos do nosso programa e abriremos o debate necessário sobre todos eles, a exemplo dos seminários que abordaram a Luta Anticapacitista (em dezembro) e Segurança dos Direitos (em janeiro), com encaminhamentos que foram aprovados e seguem em curso.


Tarefa imediata

No próximo período o debate irá priorizar a luta pela educação pública laica e democrática, com ampliação de investimento tanto na educação básica quanto nas universidades, incluindo o debate pela revogação do “Novo” Ensino Médio, que segue em Campanha de Assinaturas com força total!


Rio de Janeiro/RJ

11 de fevereiro de 2023

Plenária na Ocupação Manoel Congo


TENDÊNCIAS E NÚCLEOS QUE APÓIAM O CAMPO SOCIALISTA:

• APS (Ação Popular Socialista)

• CT (Centralidade do Trabalho)

• COMUNA

• EM (Esquerda Marxista)

• FORTALECER PSOL

• LRP (Liberdade e Revolução Popular) 

• Núcleo José do Patrocínio

• Núcleo Nísia Floresta

• Movimento SOS Emprego Leste Fluminense RJ

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